domingo, 4 de dezembro de 2011

1951- An American in Paris (Sinfonia de Paris)







Sinfonia de Paris (An American in Paris) 1951 Um Americano em Paris
Direção: Vincente Minnelli
Roteiro: Alan Jay Lerner
Produção: Arthur Freed
Música Original: Saul Chaplin
Música Não Original: George Gershwin
Direção Musical: Saul Chaplin, Johnny Green
Coreografia: Gene Kelly
Fotografia: Alfred Gilks
Figurino: Orry-Kelly
Efeitos Sonoros: Van Allen James, Douglas Shearer
ELENCO
Gene Kelly Jerry Mulligan
Leslie Caron Lise Bouvier
Nina Foch Milo Roberts
Oscar Levant Adam Cook
Georges Guétary Henri Baurel
Ann Codee Thérèse
Hayden Rorke Tommy Baldwin
Madge Blake Edna Mae Bestram
George Davis Motorista de Milo
Eugene Borden Georges Matthieu
Martha Bamattre Mathilde Matthieu
Jeanne Lafayette Freira
Louise Laureau Freira
Paul Maxey John McDowd, agente do Teatro
Dorothy Tuttle Bailarina
Marie-Antoinette Andrews Vendedora de jornais

PRÊMIOS

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Fotografia
Oscar de Melhor Filme
Oscar de Melhor Roteiro Original
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Figurino
Oscar de Melhor Trilha Sonora
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia

"Sinfonia em Paris" é, sem dúvida, um dos melhores musicais de todos os tempos. Aliás é maravilhoso, fantástico: Gene Kelly, o produtor Arthur Freed, o diretor Vincenti Minnelli e um time de feras dos musicais evocam a magia à tela, num dos 100 melhores filmes do American Film Institute.


Gene Kelly vive um ex-militar que ama Paris e ama – ainda mais – uma atraente (mas comprometida) atendente de uma loja de perfumes (Leslie Caron em seu primeiro filme). As sequências de dança giram em torno das canções de Gershwin, acentuando a perseguição romântica de Kelly. E o ballet final com 17 minutos de duração – combinando a música-tema, cenários impressionistas e o talento único de Kelly para contar uma história através da dança – lançam esse vencedor de seis Oscar® (incluindo Melhor Filme) à imortalidade. Paris está mais alegre graças a essa bela sinfonia!

Os cenários e o figurino são ótimos, a música é, com poucas exceções, magnífica. A fotografia é um outro ponto forte do filme. O elenco é uniformemente excelente, com maiores destaques para Gene Kelly e Leslie Caron. Esta última, estreando no cinema, mostra uma maturidade de uma veterana.

A história do filme fala sobre Jerry Mulligan (Gene Kelly) que é um pintor norte-americano, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, que resolve ficar na França para estudar arte. Ele é feliz por estar morando num minúsculo apartamento, dois lances acima de um Café, em Montmartre, na grande e charmosa e imortal Paris.

Ele costuma ficar nas esquinas tentando vender suas telas, bem como, bebendo seu café-com-leite em companhia de seu compatriota, um frustrado pianista clássico chamado Adam Cook (Oscar Levant ).

Adam costuma acompanhar, ao piano, num Bistrô próximo, seu amigo e popular cantor, Henri Baurel (Georges Guétary). Um dia, Henri mostra a Adam uma foto de sua namorada de 19 anos, Lise Bouvier (Leslie Caron), uma bela dançarina que trabalha numa perfumaria. Anos antes, ela havia sido resgatada das mãos dos nazistas pelo pai de Henri, um líder da Resistência Francesa. No Café, Jerry é apresentado a Henri.

Jerry tem seu talento "descoberto" por uma rica mulher, Milo Roberts (Nina Foch), que tem muito mais interesses em Jerry do que apenas em seus quadros. Ele a acompanha até seu hotel para receber o devido pagamento pelos quadros vendidos a ela. Uma vez lá, aceita seu convite para tomar um drink, quando toma conhecimento ser ela herdeira de um magnata do petróleo. Ela ainda o convida para uma pequena festa, no hotel, que ocorrerá naquela noite. Sentindo-se atraída por ele, ela espera conquistar seu coração, comprando suas pinturas, promovendo sua carreira e o ajudando a galgar o mundo das artes, em Paris.

Juntos, vão ao Café Flaubert, em Montparnasse. Lá, ela lhe fala de seus contatos no mundo das artes, bem como, lhe apresenta ao jornalista Tommy Baldwin, a quem pede que dê suporte a Jerry através de seu jornal. Na mesa ao lado, Jerry vê a bela Lise Bouvier (Leslie Caron), por quem logo se sente apaixonado, mas a jovem já é comprometida. Ele flerta com ela e, em seguida, a convida para uma dança.

Ela reluta mas, quando ele começa a cantar "Our Love is Here to Stay", ela cede e os dois bailam pelo salão. Ao retornarem às suas mesas, ele consegue o número de seu telefone. Ao voltar para o hotel, Milo reclama de seu comportamento no Café.

Na manhã seguinte, Jerry telefona para Lise, quando ela lhe pede para que não volte a procurá-la. Após almoçar com Milo, no Café, ele vai até a Perfumaria onde, depois de muita insistência, Lise concorda em se encontrarem às 21 horas no Café "Belle Amie', às margens do
Sena. Lá, eles cantam e dançam, assim como, expressam seus mútuos sentimentos reprimidos.

Milo mostra a Jerry um studio equipado que ela conseguira para ele. Embaraçado, ele aceita com a condição de lhe pagar quando puder. Ele se lança ao trabalho, pintando várias telas com cenas de Paris e um retrato de Lise segurando uma flor vermelha.

Embora apaixonada, Lise percebe que deve falar a Jerry que se sente obrigada a se casar com Henri, face à proteção dele recebida durante os cinco anos da Resistência. Assim, os dois decidem não mais se encontrarem.

Desolado, ele entra num mundo de fantasia, no qual continuamente vê, persegue, corteja e perde Lise, deslocando-se por locais familiares de Paris, como a Place de l'Étoile, o Mercado de Flores da Madeleine, a Place de la Concorde e um Café em Montmartre, locais esses cujos cenários acham-se em linha com os estilos de seis famosos pintores: Manet, Renoir, Utrillo, Van Gogh, Rousseau, Dufy e Toulouse-Lautrec.

Ao voltar à realidade, após seu longo sonho/fantasia, ele se vê sozinho com sua rosa vermelha na mão. De repente, ao olhar para o fundo da rua, ele vê Lise despedindo-se agradecida de Henri que, descobrindo o amor que ela sente por Jerry, a libera de seu compromisso. Lise,
finalmente, corre para seus braços.










                                               
                         



Até mais.

Levic

3 comentários:

  1. Gene Kelly sabia das coisas!!! Esse filme tem músicas maravilhosas (dos Gershwin's) e a dança final é um dos mais belos trabalhos no gênero!!!

    Parabéns!!! Não vejo a hora de falares sobre mais em mais musicais!

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  2. Ah! Como pude esquecer de falar de Leslie Caron???
    Linda e doce! Foi o seu primeiro filme! Danças ousadas para a época, não?

    Até hoje ela encanta o público! Participou da montagem deste ano de "A Little Night Music", de Stephen Sondheim, no Théâtre du Châtelet, em Paris.

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